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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fugaz...

Que noite linda!
A lua desponta tão bela
Murmúrios de ventos infindos
Invadem a minha janela
Minha alma ao som dos pássaros
Empalidece, entristece...
Meus olhos emudecem
Gotejam triste pranto
E no túrgido horizonte avisto
Entre as nuvens que o céu polvilha
Um clarão que repentinamente brilha
Nesse momento uma imagem fulgura no espaço
Surge um lindo anjo
Com leves passos pelo chão
Com a sutileza de um furacão
E a intensidade de um tufão
Sorrateiramente me seduziu
Despiu-se despudoradamente
Expondo intencionalmente
Sua alma encantadora
Um olhar tão cativante
Um sorriso estonteatente
Fascina, entorpece, alucina, entontece


Mais sereno que o mar
Mais doce que o mel
Mais cândido que o luar
Mais belo que o céu
Seria um anjo?
Uma miragem?
Ou simplesmente tolos devaneios?
Como pode alguém ser tão perfeito?
Envolveu-me em teu corpo sedutor
Despertando as mais íntimas loucuras de amor
Desejos insanos, proibidos
Tórridos sussurros
Lânguidos gemidos
Carícias ardentes
Paixão eloqüente
Feitiço, vício...
Pecado, libido
Mas de repente...apenas chamas
O silêncio no ar
E daquele momento mágico...
Restam apenas lembranças
Loucura? Talvez...
Procura? Insensatez
Ainda espero por outra aparição
Ó destino cruel! Ó infatigável pensamento!
Que tormento!
Que nega um vão contentamento
Contemplar mais um só momento
Um anjo...uma miragem!

Mel Mascarenhas

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