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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Os Dois Vasos


Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da fonte até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água. 
Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer. Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser ‘rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: "Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa..."
A velhinha sorriu e respondeu: "Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e, portanto, plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa." 
Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.
(Autor Desconhecido)
Do site de Ana Maria Braga

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Tempo ! Paulo Esdras

  • O segredo do tempo é consumi-lo sem percebê-lo.
    É fingir-se infinito para não o vermos passar
    É fazer-se contar em anos em vez de momentos

    Relógio, despertador, cronômetro, calendário

    Tudo engodo para imaginarmos prendê-lo, controlá-lo

    Ampulheta, único instrumento sincero do tempo

    Regressivamente, nos impõe a gravidade
    De haver realmente um último grão
    Riscando na areia a nossa fragilidade

    Mas o tempo é imparcial

    Não distingue rico de pobre
    Preto de branco, homem de mulher
    Devora-se sem escolhas

    Matar o tempo é matar-se sem sentido

    Perdê-lo é viver em vão

    Faz-se devagar nos maus momentos

    Depressa quando o queremos

    Ponteiro invisível da vida

    Peça necessária do fim

    A sua fome é insaciável

    A sua vontade é determinante
    A sua procura é unanime

    Se esconde nas sombras que se movem

    Nos objetos que não mais servem
    Nas pessoas que nunca mais vimos
    Na podridão das frutas que não foram colhidas
    Nas lembranças já esquecidas

    Revela-se nas fotos que se desbotam

    Nas cartas que amarelam
    Nas crianças que crescem
    Nas rugas que aparecem

    Deixa-nos a esperança de Pandora

    Nas ações dos que virão
    No nascimento dos rebentos