Corriam teus olhos
com brilho de safiras !
Preso nas areias de
meus sonhos
a nau da vida...erguia
seu mastro.
E se perguntasse onde
ela estava...
era fácil dizer num
só instante:
estava em meu coração
ainda ardente.
E nossa vida percorria
saudades !
Umas que se queria
muito sentir
e logo outras que o rés
do tempo apagara.
Mas eis que de repente
ela surge !
É como o ressurgir...
de um novo broto
que o vento abana nas
escondidas cinzas !
E de novo...há um voo...
resplandecente.
E ela voa seu voo...numa
canção que o vento entoa.
Ela se lembra...comove-se
e sente desejos.
