Seguidores

Translate

Mostrando postagens com marcador despedida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador despedida. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Abraços



Até abraçar desaprendemos. 
Ninguém mais abraça com vontade.
 Com sinceridade de velório. 
Odeio abraço falso, como aquele beijo de frígida, 
no qual a face bate na face e os lábios se transformam em beiço.
 Abraço tem que ter pegada, jeito, curva.
 Aperto suave, que pode virar colo.
 Alento tenso, que pode virar despedida. 
É pelo abraço que testo o caráter do outro. 
Não confio em quem logo dá tapinhas nas costas
 A rapidez dos toques indica a maldade da criatura.
 Não sou porta para bater.
 Nem madeira para espantar azar. 
Abraço com toquinho é hipócrita.
 É abraço de Judas
. De traidor. 
O sujeito mal encosta a pele e quer se afastar.
 Pede espaço porque não suporta os pecados dos pensamentos.
Devemos fechar os olhos no abraço, respirar a roupa do abraçado,
 descobrir o perfume e a demora no banho.
 Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. 
Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho.
 Abraço é para atravessar o nosso corpo.
 Ir para a margem oposta.
 Nadar para ilha e subir ao topo da pedra pela gratidão de sopro. 
Sou adepto a inventar abraços.
 Criar abraços

Inaugurar abraços

Realizar um dicionário de abraços

Um idioma de abraços

 O meu é o de cadeira de balanço. Giro nas pontas dos pés. 
Não largo, os primeiros minutos são para sufocar

os demais servem para o enlaçado se recuperar do susto.
 Não entendo onde terminará o abraço

Se a pessoa vai chorar ou vai rir. 
Abraço é confissão.
 Dez minutinhos de sol e de liberdade.

Fabrício Carpinejar

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Despedida da Tarde!!


No despedir-se da tarde 
quente
foram chegando alguns 
trovôes.

Depois chegaram potentes 
e iridescentes raios,
cada vez mais próximos.

E um vento...veio 
fustigante...
virar a página desta 
nova poesia.

E nisso a chuva cai 
bem pesada
e eu me levanto e vou 
pôr todos
os vasos de planta para 
nitrogenarem-se,
já que aqui eu nem podia 
mais te ver.

Ah...esse verão tão quente...
tão quente...
parece você meu amor...
quando liga
os teus desejos...e todas as 
tuas vontades..

Nossa !!! Você me queima 
amor....
mas não importa...minha 
queridinha...
porque vou te esquentar 
mais ainda.
Muito mais...muito mais...
vai ver só !

Nisso cai um raio...num 
frenético estardalhaço
e tenho de desligar aqui
urgentemente.

Ah... meu amor...não se 
esqueça...
que depois vamos esquentar 
mais ainda...rsrs.

Depois do off eu venho, tá ?
Te buscarei no teu on, meu
amorzinho.
No teu on, mi corazón.

Cássio Seagull