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sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal no Céu!



Ventos que vão e outros
que vêm,
neste conjugar de um verbo

atemporal,
onde caímos como plumas
bem leves,
mas inexoráveis
sobre a terra prometida.

E se quero de ti algumas
palavras,
o vento vem...e as
desmancha todas,
como se fosse impossível
juntá-las
em palavras como : amor
ou paixão.

Rodam então as presentes
circunstàncias
buscando nos resvalões
quiméricos...a saída
deste labirinto complexo
em que só se caminha num
rumo a esmo.

Dedilho e solto meus
pensamentos
na esperança que em breve
acorde
esse agigantado perscrutar
de teu olhar
que se não posso ver,
ao menos intuo.

Fadas do olimpo...
eu as sinto aqui,
envolvidas no manto
dos pensares,
mas suas asas estão
todas em repouso,
porque talvez seja
pré-natal
também no céu.

Quem sabe, não ?
Cassio Seagull

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A gente nem viu...Só Sentiu...


Nas faces soprava um 
vento frio,
enquanto ao longe se 
ouvia nítido
o crocitar de alguns 
pássaros negros
que passavam na 
despedida da bela tarde.

Sentados ali na pedra e 
junto ao mar
nossos cabelos iam voando 
sem querer,
pois agora se avizinhavam 
mais ventos
que não queriam mesmo 
recrudescer.

Fazia tempo que não 
sentávamos ali
tão perto de um mar 
que se agitava
lançando ondas cada vez 
mais fortes
sobre a branca praia 
quase deserta.

Era a força da natureza 
que se impunha,
mesmo quando suas mãos 
eu segurava
e nossos lábios se buscavam 
como ondas...
dessas que querem alcançar 
mais e mais.