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terça-feira, 3 de junho de 2014

Gata, em Efêmera Luz!!


Sentir-te mansamente 
chegando, como uma 
gata buscando carinho
numa noite feita de 
efêmera luz.

Teus olhos não podem 
ver-me,
porque para ti sou um 
espelho,
onde apenas os sentidos 
refletem.

E neste chegar assim 
inesperado...
traz o destino a tua bela 
presença
que em mim se instala 
com gosto.

Agora penso em você 
completa
e coberta de lindos 
pensares
que perpassam meus 
desejos.

A vontade é de um 
bom beijo
selado com o desejo 
do querer
que penso deixar 
colado em ti.

Ventos...ventos...
E eu nem sabia...
nem sabia...
que ela, de repente, 
chegaria !

Ventos...ventos,
mas que alegria !!!

Cássio Seagull 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ah...Esse teu Canto!



Das priscas eras 
erguem-se
aquelas heras...
insaciáveis
que rápidas se 
aninham em 
troncos,
como se todos 
os dias fossem 
pura
primavera.

Atam-se e desatam-se 
os nós górdios,
para que a vida se reflita 
como num espelho
estes sazonais tempos 
de cobiça e desejos.

Avarandam-se em mim...
as alamedas verdes
e os postigos se erguem 
florindo flores,
cujo perfume...a tarde 
consome em seu ar quente 
de verão.

Mas não tem nada não...
ainda quero
dormir o sono beatífico 
em teus braços,
e num acordar ainda 
todo sonolento...
apenas te dizer: nem sei 
por que te amo tanto !!!

Ah...esse teu canto...
em meu canto !!!
Sempre será acalanto,
mesmo num sol maior
a pino !

Cássio Seagull

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Passeio nas Inspirações!



Vinham passeando 
todas as inspirações, 
enquanto 
a poesia criava-se
mesmo 
sem querer, pois há 
momentos lindos
feitos só de palavras,
mesmo que breves.

Essas que podem nascer
antes mesmo 
de partirem rumo aos céus,
já que em ti
espelho hoje uma vontade
que n´alma mergulha.
E onde, lá longe, partem
alguns brilhos
desses olhares teus...muito
prazerosos.

Nos últimos instantes 
deste sol...
meus sentidos sentem 
bem nos pés
o lamber das águas mais 
frias que espumantes e 
que se derramam,
como uma maré de noite 
já crescente.

Teu olhar então 
descortina-se e nos teus 
braços
sinto de novo aquele 
doce calor...
náufrago que sou
desses teus intensos 
desejos
que não param....
que não param...
até o sucumbir de todos
os nossos prazeres...
imersos num grande 
mar de intensa volúpia.

Mar....mares...
Amar...amares...
Agora vou mesmo 
é para os teus pomares !!!

Cássio Seagull