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segunda-feira, 24 de março de 2014

Jardim de Sonhos!



Cercada pelo 
maravilhar-se 
das flores,
seus sentimentos 
floriam
em puros versos,
enquanto num 
ermo distante
ouvia-se o canto 
do Sabiá.

Era uma tarde feita 
de beleza
onde teus olhos, 
como espelhos,
refletiam em mim 
áureos momentos,
cuja impressão
fazia-me sentir-te
como num retrato 
pintado por Monet.

Então, indeciso, 
o céu chuviscou
e molhou nossos 
cabelos ao vento
para lembrarmos 
de nossa existência,
pois há certos 
instantes em que 
acordamos para o 
sentir da natureza
que aos poucos 
vamos esquecendo.

Ah...linda...hoje nosso 
amor é como uma flor 
que espera o passar 
de um vento suave
para deixar cair suas
pequenas sementes...
não muito longe...
não muito longe...
para poder criar
um verdadeiro jardim 
de sonhos !

Como os nossos assim...

Cássio Seagull

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ah...Esse teu Canto!



Das priscas eras 
erguem-se
aquelas heras...
insaciáveis
que rápidas se 
aninham em 
troncos,
como se todos 
os dias fossem 
pura
primavera.

Atam-se e desatam-se 
os nós górdios,
para que a vida se reflita 
como num espelho
estes sazonais tempos 
de cobiça e desejos.

Avarandam-se em mim...
as alamedas verdes
e os postigos se erguem 
florindo flores,
cujo perfume...a tarde 
consome em seu ar quente 
de verão.

Mas não tem nada não...
ainda quero
dormir o sono beatífico 
em teus braços,
e num acordar ainda 
todo sonolento...
apenas te dizer: nem sei 
por que te amo tanto !!!

Ah...esse teu canto...
em meu canto !!!
Sempre será acalanto,
mesmo num sol maior
a pino !

Cássio Seagull

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Hora Mística



Noite caindo ...
 Céu de fogo e flores.
  Voz de Crepúsculo exalando cores,
  O céu vai cheio de Deus e de harmonia. 
 Silêncio ...
 Eis-me rezando aos fins do dia.   
Névoa de luz criando imagens na água,
  Nome das águas esculpindo os céus, 
 Tarde aos relevos húmidos de frágua, 
 Boca da noite, eis-me rezando a Deus.
   Eis-me entoando, a voz de cinza e ouro, 
 Oh, cores na água vindo às mãos em branco! 
 Minha ópera de Sol ao último arranco. 
  E, oh! hora mística em que o olhar abraso, 
 Sol expirando aos Pórticos do Ocaso!  
Dobra em meu peito um oceano em coro.
Afonso Duarte