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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Destino!



Escrevo como quem toca um piano

Desejando escrever uma ópera

Para que minhas palavras sejam eternas

Enquanto toquem



Enquanto toquem meu coração

Que luta para ser feliz

E se libertar de pequenas pedras

Que insistem em ficar em meus sapatos



Que caminham procurando direção

Para que meu sol volte a brilhar plenamente

Como quando estou com você

Junto ou na minha mente



Imaginando o dia que partirei

De onde não consigo mais ficar

Como caminhei um dia na vida

E sem saber fui te encontrar



Como um ser que vaga sozinho

E é atropelado pelo seu destino

Destino que apenas me mostra o que já sei

E que me pede para deixá-lo me levar



Para onde jamais saberei

Pelo menos por agora

E mesmo assim confio nele

Pois foi deste mesmo jeito que lhe encontrei.

fonte: http://cadadiaumapoesia.zip.net/

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Hora Mística



Noite caindo ...
 Céu de fogo e flores.
  Voz de Crepúsculo exalando cores,
  O céu vai cheio de Deus e de harmonia. 
 Silêncio ...
 Eis-me rezando aos fins do dia.   
Névoa de luz criando imagens na água,
  Nome das águas esculpindo os céus, 
 Tarde aos relevos húmidos de frágua, 
 Boca da noite, eis-me rezando a Deus.
   Eis-me entoando, a voz de cinza e ouro, 
 Oh, cores na água vindo às mãos em branco! 
 Minha ópera de Sol ao último arranco. 
  E, oh! hora mística em que o olhar abraso, 
 Sol expirando aos Pórticos do Ocaso!  
Dobra em meu peito um oceano em coro.
Afonso Duarte