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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Arrepios...


poesias e reflexoes



É no teu sabor mais apaixonante
que me confundo em tuas surpresas,
pois nossos momentos são de peles
que se juntam como numa harmonia
de teus beijos e teus toques ardentes.
Amar-te completamente é um delírio
em que saltam de nós vontades queridas
que vão nos envolvendo como mantos,
onde nossos corpos podem até fervilhar
na magia de toques todos rastreadores.
E vem você com teu ar de quero mais
que já até conheço pela força do olhar
que pões em mim querendo mais e mais,
como se não se pudesse sequer terminar
aquele beijo inaugural de nosso anoitecer.
Mas é assim mesmo que te quero inteira
mergulhada em nossos gemidos de paixão
e desse teu corpo faminto de todos prazeres,
pois nada te comove tanto quanto teu êxtase
toda afundada em meu corpo já arrepiado !
Ah...esses arrepios !!!
Cássio Seagull 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tua Voz........ .Eu ....O U Ç O!



Erguem-se os naipes da 
orquestra com
o Choir de La Chapelle 
Royale 
numa exaltação de pompa 
e circunstância
de Jean Baptiste Lully...
da escola barroca.

A alma então desliza como 
num lago azul
e vai percorrendo caminhos 
inusitados,
onde as vozes juntam-se 
em linda harmonia,
deixando-me a pensar...
em toda a gênese humana.

Sinto-te então...mesmo 
daqui de longe...
como se fosses em mim 
uma voz permanente...
da qual meu ser se eleva
e te busca 
no percorrer deste destino.

As vozes...as vozes...todas 
as vozes...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Hora Mística



Noite caindo ...
 Céu de fogo e flores.
  Voz de Crepúsculo exalando cores,
  O céu vai cheio de Deus e de harmonia. 
 Silêncio ...
 Eis-me rezando aos fins do dia.   
Névoa de luz criando imagens na água,
  Nome das águas esculpindo os céus, 
 Tarde aos relevos húmidos de frágua, 
 Boca da noite, eis-me rezando a Deus.
   Eis-me entoando, a voz de cinza e ouro, 
 Oh, cores na água vindo às mãos em branco! 
 Minha ópera de Sol ao último arranco. 
  E, oh! hora mística em que o olhar abraso, 
 Sol expirando aos Pórticos do Ocaso!  
Dobra em meu peito um oceano em coro.
Afonso Duarte