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terça-feira, 8 de abril de 2014

Alguém me Chama!!!




Volteando como 
andorinhas azuis,
iam e vinham nossas 
impressões
feitas de olhares 
e de meiguices.

No entanto, havia 
algo inexpresso
naquele olhar que 
queria levar-me
aos idos de seu 
passado,´pois
dele, esquecer-se 
não podia.
Era forte demais.

Foi então que a senti 
num profundo suspiro,
como se ela fosse um 
pássaro aninhado...
feliz e radiante por ter 
seu ninho bem macio.

A vida então se lhe 
passa, como num jogo
em que não se sabe 
se é possível ganhar,
porque perder está 
sempre à espreita.

Olhos partem...olhos 
chegam...
e na absoluta algaravia 
do destino
nem os braços posso 
ou devo cruzar.

Alguém me chama...
sim... alguém,
e sei que é ela...
e sei que é ela,
porque de longe 
já sei que é ela !

Hum...dona de meu 
coração
já sei que é ela ! 
E ela sabe também.

Cássio Seagull

Folhas de Outono

tempo


Ando tão a flor da pele,
Que todas as minhas emoções estão fora de controle,
Agora cada fato,
Cada ato parece mais marcante,
Valorizo cada momento vivido entre as pessoas que amo,
E gostaria de ter o poder de congelar o tempo,
Só para não perdê-las,
Confesso que essa sensação é um tanto quanto devastadora,
Como explicar que estou sentindo saudades de pessoas que sempre estão tão próximas?
Como explicar que minha mente viaja no tempo,
E refugia-se num passado feliz onde todos estavam vivos,
Assim como minhas lembranças que além de vivas, são únicas e intocáveis.

Sei que isso é uma fuga para não aceitar o presente e o breve futuro,
Que nos distanciará ainda mais,
É difícil aceitar que as pessoas vem e vão deste mundo como as folhas de outono,
Tento buscar compreensão,
Tento aprender uma nova lição a cada dia,
Talvez eu devesse aprender a controlar  mais minhas emoções,
Mas não consigo!
Ando tão a flor da pele
Que desaprendi o que aprendi,
Com a mesma facilidade que não aprendo a controlar mais nada.

Ando tão a flor da pele,
Que aprendi a chorar para libertar-me da saudade,
E essa saudade inexplicável verte-se em lágrimas,
E essas lágrimas saudosas de futuras perdas,
Deixam-me cada vez mais distante de qualquer explicação,
E mais próxima das folhas que vem e vão do outono..
Vanessa P. Sperchi
 http://www.escritoradeartes.com