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sexta-feira, 23 de julho de 2010

As dores de cada um



Eu gostaria de ter o que te dizer, gostaria muito de consolar a sua dor, de ter a palavra certa que te reerguesse, que te mostrasse tudo o que os meus olhos ainda vêem, mas a palavra foge, a dor se mostra mais forte, e nada, absolutamente nada do que eu diga pode te consolar.

Existem dores que são muito intimas, particulares mesmo, e que precisamos extravasar ao nosso modo alguns se escondem no choro compulsivo, lavam a alma, se derramam no pranto...

Outros no entanto, se fecham em silêncio, não querem ver, nem ouvir ninguém, e esperam uma resposta não sabem de onde...

Infelizmente, existem os que não reagem na hora, não querem acreditar no que aconteceu, e vão andando como se fossem zumbis, se alguém tentar comentar, se esquivam, e só depois de algum tempo, quando percebem o vazio, a ausência e a solidão, se deixam levar pela dor, e essa é a face mais dolorosa da dor.

Para todos os que passam pela dor, o meu respeito solidário, a minha prece silenciosa, rogando ao Pai Criador, que ampare o coração vazio, que os dias sejam a pomada cicatrizante, que fecha a ferida, e que a marca que reste desse período, seja a boa lembrança dos bons momentos, secando para sempre a ferida da dor, que ainda não tem remédio.

(Paulo Roberto Gaefke)

Um comentário:

  1. Ângela, minha querida!
    Muito bom o texto!
    Infelizmente precisamos aprender a lidar com as dores, pois elas surgem e o melhor é buscarmos os remédios para, pelo menos, as aliviem. O que não pode é acumular dores, pois acaba-se gerando (a partir delas) graves doenças para a alma. Conversar, desabafar, encontrar uma forma de externar a dor acho que ajuda. As cicatrizes serão sempre lembranças, não necessariamente apenas dos momentos bons, mas certamente serão referências na vida.
    Grande beijo,
    Jackie

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