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quinta-feira, 10 de junho de 2010

ADEUS

Adeus! já nada tenho que dizer-te.
Minhas horas finais trêmulas correm.
Dá-me o último riso, p'ra que eu possa.
Morrer cantando, como as aves morrem.

Ai daquele que fez do amor seu mundo!
Nem deuses nem demônios o socorrem.
Dá-me o último olhar, para que eu possa
Morrer sorrindo, como os anjos morrem. Morrer sorrindo, como os anjos morrem. 
Foste a serpente, e eu, vil, ainda te adoro! 
Que vertigens meu cérebro percorrem! 
Mente a última vez, para que eu possa 
Morrer sonhando, como os doidos morrem. 
Autor: Vitoriano Palhares 

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