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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Perdidos de Tanto Amar!

perdidos de tanto amar


Vinham os dentes 
todos 
querendo dar-me 
uma mordida
e como bola de tênis 
escapo
desse teu querer tudo,
mesmo inesperado.

Ela me olha como 
loba mansa, e nem sei 
se é de desejo ou 
de extrema paixão,
mas tenho 
de reconhecer que 
sua voz é suave como 
um vento outonal.

As folhas caem...uma 
detrás da outra,
e numa relva mais 
macia que travesseiro
reúno meus 
pensamentos amorosos,
pois se em ti penso,
logo...
estou perdido.

Sim meu amor...logo 
estou perdido.
Perdido de tanto te 
amar,
apesar de sentir dentro 
de mim
que teu olhar e tuas 
doces vontades
nunca serão minhas,
mas de um destino 
apagador de ilusões
e que faz crescer...
apenas...
o meu olhar no teu,
que nem sei tudo 
o que diz,
pois contigo
sinto-me aprendiz
em meu amante amor.

Ah.. você quer mais...
eu te dou mais.
Toda a minha paixão.

Aceite este bombom
Rocher.
Você quer ?

Nãooooooo....
Eu quero você.

Hum...e agora ?

Cássio Seagull

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Doce Fantasia!!

floresta em quietude


A floresta estava 
em quietude
e uma luz aparecia 
ao longe
anunciando a tua 
chegada.

Você estava vestida 
de longo
todo branco e feito 
de fantasia,
enquanto eu 
te buscava ansioso.

Tua voz então ouvi 
ao longe
e depois teu violino 
sensual
que me mostrava 
o caminho do amor.

Teus passos...
despertavam aves 
noturnas presas 
à noite
e uma coruja em ti
pousava 
olhando-te com seus
grandes olhos.

Finalmente, 
a vi diante de mim,
abraçada ao teu 
violino 
protegido como 
um bebê
dormindo o sono 
de um 
mundo irreal...
de sonhos.

Teu beijo chegou 
manso...
nos meus lábios,
que povoados 
de desejos, 
te queriam inteira...
como numa fantasia 
de mágicos poderes.

E então me entreguei 
a tua excelsa beleza
e teu corpo sedutor 
abriu-me as vontades
e o desejo de em ti 
depositar meus anseios.

Ah...essas fantasias...
Ah...essas noites...
Você de branco toda 
vestida...voltando...
com meu olhar em 
tuas mãos !

Essas que um dia 
beijei...
na doce fantasia 
em que feliz me 
entreguei !

Cássio Seagull

Quem bom é Sonhar Contigo!!

estrelas

Ao olhar todas essas 
belas estrelas
senti-me no espaço 
da pura abstração,
pois é assim 
que hoje me sinto.

Por detrás de uma 
réstia luminosa
perdi meu olhar 
sem mais resposta,
enquanto mais 
estrelas se acendiam.

O mundo então me 
pareceu um recorte
de um tempo que nem 
pude assistir...
assim como nem pude 
imaginar existir.

Queria um beijo amante,
nas recebi um suspiro,
pois na vida...
suspiros podem ser doces
e depende muito 
de qual seja o contexto.

No final...um gato mia 
na vereda
e uma coruja pia seu pio 
surdamente
fazendo-me voltar 
a uma excelsa realidade !

Penso nela como uma 
eternidade.
Fecho os olhos...em 
pura dormência
e apago a realidade 
de cadentes estrelas.

Depois acordo...de novo 
em meus sonhos...
e te encontro repleta 
de sorrisos,
com teus olhos 
brincando de alegria.

Hum...sempre será 
bom
sonhar contigo !!!

Cássio Seagull 

Eclipse do Amor!!


meus sentimentos, eclipse, amor


Tão contíguo estou 
em teu beiral
que dele voam 
meus sentimentos
enviados por aríetes 
do passado,
e que de mim exigem 
a tua lembrança.

Farto-me então de 
meu destino
que me trouxe você 
toda airosa
em meus desvairados 
desejos
esparsos sobre teu 
véu carmim,
onde embarafusto 
o meu querer.

Você até ri contente 
dos desatinos,
pois em nós... eles são 
conjugados
em todos os tempos...
neste aqui-agora
que se junta ao 
inverossímil prazer
de apenas com os 
olhos nos saciarmos.

Salte amor...salte...
esse nosso abismo
e caia em meus braços, 
sem crenças,
mas repleta de muitas 
esperanças,
pois em ti me perco 
em teus passos
que se agigantam...
nessa tua paixão.

Esses desejos já 
todos inconfessos,
mas que são nossos,
como matizes
de um tempo 
de coloridos modos,
onde a vida 
no mais belo se busca
e no seu olhar...
todo se desmancha.

Vida !!! 
Vem...meu amor
vem viver a vida,
mas sem ida...
sem ida.
Apenas
vinda
Ah !
Cássio Seagull

terça-feira, 8 de abril de 2014

Águia Triunfal!!

frágil pombinha


Agora ela queria ser 
águia,
ao invés de uma frágil 
pombinha,
e com poder de mudar 
seu destino
e alçar seu voo de forma 
triunfal.
Logo... passava a ouvir 
prelúdios
esses pré-ludus....feitos 
de desejos
e que lhe envolviam o 
corpo inteiro.
Agora ela voava...
estendia suas asas
e o prelúdio tomava 
as rédeas sonoras
que a faziam sentir-se 
no ímpeto da águia
buscadora de meu ser
para seu bel prazer.
Agora, nos tatames 
de minha paixão
ela pousava com suas 
garras afiadas
querendo a satisfação
digna das deidades.
Meus sentidos a 
buscavam e a queriam
como essas 
suas asas que sabiam 
voar
e alçar belo voo numa
sinfonia triunfal.
Mas tudo era um 
prelúdio...
e tudo começava
na ardência de seus 
desejos insaciáveis
que em mim deixavam 
fundas marcas.
Marcas de um tempo de 
sensualidade
em que nem mais nada
se podia esperar,
exceto a chegada da 
águia, gulosa por 
excelência...
e que, cravando as 
garras em mim,
ainda amorosamente 
me dizia:
Eu te amo...não vê ?
Ah...e se eu nao a via...
em compensação...
Como a sentia 
na carne !!!
Cássio Seagull

Alguém me Chama!!!




Volteando como 
andorinhas azuis,
iam e vinham nossas 
impressões
feitas de olhares 
e de meiguices.

No entanto, havia 
algo inexpresso
naquele olhar que 
queria levar-me
aos idos de seu 
passado,´pois
dele, esquecer-se 
não podia.
Era forte demais.

Foi então que a senti 
num profundo suspiro,
como se ela fosse um 
pássaro aninhado...
feliz e radiante por ter 
seu ninho bem macio.

A vida então se lhe 
passa, como num jogo
em que não se sabe 
se é possível ganhar,
porque perder está 
sempre à espreita.

Olhos partem...olhos 
chegam...
e na absoluta algaravia 
do destino
nem os braços posso 
ou devo cruzar.

Alguém me chama...
sim... alguém,
e sei que é ela...
e sei que é ela,
porque de longe 
já sei que é ela !

Hum...dona de meu 
coração
já sei que é ela ! 
E ela sabe também.

Cássio Seagull

Folhas de Outono

tempo


Ando tão a flor da pele,
Que todas as minhas emoções estão fora de controle,
Agora cada fato,
Cada ato parece mais marcante,
Valorizo cada momento vivido entre as pessoas que amo,
E gostaria de ter o poder de congelar o tempo,
Só para não perdê-las,
Confesso que essa sensação é um tanto quanto devastadora,
Como explicar que estou sentindo saudades de pessoas que sempre estão tão próximas?
Como explicar que minha mente viaja no tempo,
E refugia-se num passado feliz onde todos estavam vivos,
Assim como minhas lembranças que além de vivas, são únicas e intocáveis.

Sei que isso é uma fuga para não aceitar o presente e o breve futuro,
Que nos distanciará ainda mais,
É difícil aceitar que as pessoas vem e vão deste mundo como as folhas de outono,
Tento buscar compreensão,
Tento aprender uma nova lição a cada dia,
Talvez eu devesse aprender a controlar  mais minhas emoções,
Mas não consigo!
Ando tão a flor da pele
Que desaprendi o que aprendi,
Com a mesma facilidade que não aprendo a controlar mais nada.

Ando tão a flor da pele,
Que aprendi a chorar para libertar-me da saudade,
E essa saudade inexplicável verte-se em lágrimas,
E essas lágrimas saudosas de futuras perdas,
Deixam-me cada vez mais distante de qualquer explicação,
E mais próxima das folhas que vem e vão do outono..
Vanessa P. Sperchi
 http://www.escritoradeartes.com

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Humm..Esse Outono, essas Folhas!!



Algumas folhas
de outono
caíam lentas em
meu rosto
acabado de sair
de um
verão tão quente
quanto
esse nosso querer
do amor.

Mas de repente...
erro meus passos
e caio na real,
pois nada pode
mais mudar
este nosso destino
amoroso
que se debate
em desejos
neste outono todo
dourado.

Caem mais folhas...
ao vento
e um frio outonal
envolve-nos
e você e eu...nos
abraçamos
para sentirmos
essa chama
que ainda fagulha
e crepita
como se fosse no
passado,
quando nosso amor
mal florescia.

Sim...eu te quero
sempre...
e você sabe bem...
mesmo
quando me engano
e meu caminho se
descruza
de ti....com palavras
nada tuas.

Hum...esse outono...
essas folhas !

Esses meus enganos...
e esse meu amar-te
tanto
como princesa de
meu destino...
mesmo quando meu
coração dividido
ainda
a ti te busca.

Hum...esse outono...
essas folhas !!!

E você apenas
me olhando,
estranhando
e dizendo:
tá bom...
Mesmo assim
eu te adoro !

Cássio Seagull

terça-feira, 1 de abril de 2014

segunda-feira, 24 de março de 2014

Só Porque te Vi!


Tudo estava suave, 
mesmo
entre os espinhos 
mais espinhudos,
pois nem sempre 
há painas
onde se possa 
descansar esta vida 
que sempre se agita.

Você bem que queria 
isso,
ou seja: esse conforto 
da paixão
onde braços sustentam 
volúpias
para o ensandecimento 
amoroso
que nunca entre nós é 
terminal.

Agora tenho de ler você 
um pouco,
já que tudo me parece 
a um romance
em que teus personagens 
estão à caça,
mesmo tendo se esquecido 
das espadas
que ainda ontem cruzavam 
teus ares 
e teu formoso peito.

Querer..querer...onde 
mais querer ?
Se tu me dás montanhas 
de carinhos
e braços apertados onde 
sinto prazeres,
quando teu corpo me 
enche de chamas,
essas vorazes...
que me lambem inteiro.

Ah.. inefável mulher...
que me inspira
e que corre em minhas 
veias... como versos
que pensados para ti...
logo todos se enredam !

Ah...deliciosa tarde...
só porque te vi.
E te senti.
Bem aqui.
Na nossa bela canção !

Cássio Seagull 

Jardim de Sonhos!



Cercada pelo 
maravilhar-se 
das flores,
seus sentimentos 
floriam
em puros versos,
enquanto num 
ermo distante
ouvia-se o canto 
do Sabiá.

Era uma tarde feita 
de beleza
onde teus olhos, 
como espelhos,
refletiam em mim 
áureos momentos,
cuja impressão
fazia-me sentir-te
como num retrato 
pintado por Monet.

Então, indeciso, 
o céu chuviscou
e molhou nossos 
cabelos ao vento
para lembrarmos 
de nossa existência,
pois há certos 
instantes em que 
acordamos para o 
sentir da natureza
que aos poucos 
vamos esquecendo.

Ah...linda...hoje nosso 
amor é como uma flor 
que espera o passar 
de um vento suave
para deixar cair suas
pequenas sementes...
não muito longe...
não muito longe...
para poder criar
um verdadeiro jardim 
de sonhos !

Como os nossos assim...

Cássio Seagull

quinta-feira, 20 de março de 2014

Você nem Imagina o quanto, te quero!!!




Apenas entardece,
mas não anoitece 
nesse
teu cândido olhar 
às vezes guloso, 
e outras, não.

E então te percebo como
um timão,
onde minhas mãos
te buscam em tua 
inocente maneira de ser.

Abro meus olhos e você 
aqui está
como uma saudade 
refletida
num cristal colorido, 
cheio de nuances.

E se não te vejo...nem 
sei o porquê.
Mas meu coração 
excita-se e te deseja
mesmo que 
em ti não sobre aquela
paixão por mim 
sentida, 
e toda efervescente.

Mas sigo...até com 
medo de te olhar,
pois teu fascínio é como 
um presente
que tenho de abrir com 
cuidado para não 
amarrotar.

Por que muitas vezes 
não se pode ter
aquilo que se quer ?

Chega então um 
alvoroçar
dentro de mim !
E tenho de me calar...
e de esconder-me de ti
no véu das incertezas.

Só porque ouso te amar 
sem você 
sequer...me imaginar !

Cássio Seagull

Vem Amor....Vamos Voar!!


As invencionices todas 
haviam
derrubado o que em mim 
eram crenças,
pois na vida basta um 
passo para o abismo.

Assim...preso a este caos 
existencial
movo meu coração 
de novo até as estrelas
que ainda não se 
apagaram da memória,
pois seguem impassíveis 
no mesmo infinito...
esse amplo espaço de 
desconhecidas cavernas.

Mas ante tudo isso,
mesmo na balbúrdia
de uma cidade assíncrona, 
aqui te sinto,
pois segues sendo minha 
estrela.

Espere...espere...
não há saudade que possa 
nos separar,
mas apenas nos juntar 
ainda mais,
pois minhas intenções 
te querem 
como a roupa que visto 
para ti.

Ah...a saudade ainda 
dará um salto
sobre nossas vontades...
essas que pulsam
e que sabemos atiçar
com a força do amar.

E de novo este mar....
este mar...
e nós nas profundezas 
do amar...
pensando o que mais 
dar, pois os sorrisos 
desmancham-se
e dos lábios vertem
todas as nossas ânsias !

Ah...lábios que se 
entregam...
que se esfregam...
que tremem...
e que tanto....tanto 
se querem...
nesta noite de estrelas
e só de nós dois !

Vem amor...vamos 
voar !!!
Ai...querido...eu já 
estou !

Cássio Seagull

Ahhhhh! Que olhinhos gulosos!!!



Vinham chegando 
os pássaros
e ela abraçada a uma 
árvore
brindava com seu olhar 
a tarde,
pois nela habitava o dom 
do amor.

Então era o momento 
crucial
para olhá-la com um 
novo olhar,
como se a vida se vestisse 
de cores e meu 
coração fosse também 
o dela.

Sentia-me agora 
passeando com minhas 
mãos presas nas suas 
e que me apertavam 
pulsando 
paixões mescladas com 
intensa vontade de amar.

Ali mesmo era chegada 
a hora esperada
onde desejos se 
combinavam e tudo podia
acontecer
quase que inevitavelmente.

Um beijo veio...depois 
outro.
Um abraço veio...depois 
outro.
Seus olhinhos estavam 
sapecas,
e no seu corpo eu todo 
me perdi.

Hum....
Depois...enlouqueci
e nunca mais a esqueci.
Ah...que olhinhos gulosos !!!
Os dela...

Cássio Seagull

terça-feira, 4 de março de 2014

Depois do Carnaval Cecília Meireles



Terminado o Carnaval, eis que nos encontramos com os seus melancólicos despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são uns tristes esqueletos de madeira; oscilam no ar farrapos de ornamentos sem sentido, magros, amarelos e encarnados, batidos pelo vento, enrodilhados em suas cordas; torres coloridas, como desmesurados brinquedos, sustentam-se de pé, intrusas, anômalas, entre as árvores e os postes. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade.

À chamada realidade. Pois, por detrás disto que aparentamos ser, leva cada um de nós a preocupação de um desejo oculto, de uma vocação ou de um capricho que apenas o Carnaval permite que se manifestem com toda a sua força, por um ano inteiro contida.

Somos um povo muito variado e mesmo contraditório: o que para alguns parecerá defeito é, para outros, encanto. Quem diria que tantas pessoas bem comportadas, e aparentemente elegantes e finas, alimentam, durante trezentos dias do ano, o modesto sonho de serem ursos, macacos, onças, gatos e outros bichos? Quem diria que há tantas vocações para índios e escravas gregas, neste país de letrados e de liberdade?

Por outro lado, neste chamado país subdesenvolvido, quem poderia imaginar que há tantos reis e imperadores, princesas das Mil e Uma Noites, soberanos fantásticos, banhados em esplendores que, se não são propriamente das minas de Golconda, resultam, afinal, mais caros: pois se as gemas verdadeiras têm valor por toda a vida, estas, de preço não desprezível, se destinam a durar somente algumas horas.

Neste país tão avançado e liberal — segundo dizem — há milhares de corações imperiais, milhares de sonhos profundamente comprimidos mas que explodem, no Carnaval, com suas anquinhas e casacas, cartolas e coroas, mantos roçagantes (espanejemos o adjetivo), cetros, luvas e outros acessórios.

Aliás, em matéria de reinados, vamos do Rei do Chumbo ao da Voz, passando pelo dos Cabritos e dos Parafusos: como se pode ver no catálogo telefônico. Temos impérios vários, príncipes, imperatrizes, princesas, em etiquetas de roupa e em rótulos de bebidas. É o nosso sonho de grandeza, a nossa compensação, a valorização que damos aos nossos próprios méritos...

Mas, agora que o Carnaval passou, que vamos fazer de tantos quilos de miçangas, de tantos olhos faraônicos, de tantas coroas superpostas, de tantas plumas, leques, sombrinhas...?

"Ved de quán poco valor
Son las cosas tras que andamos 
Y corremos..."

dizia Jorge Manrique. E no século XV! E falando de coisas de verdade! Mas os homens gostam da ilusão. E já vão preparar o próximo Carnaval...


Texto extraído do livro "Quatro Vozes", Editora Record - Rio de Janeiro, 1998, pág. 93.

Saiba tudo sobre a vida e a obra de Cecília Meireles visitando "Biografias".

fonte: http://www.releituras.com

segunda-feira, 3 de março de 2014

Então Vem...Abrace-me Forte!



Há em você um
sorriso surreal
que chega bailando
nos lábios
ainda molhados de
teu desejo.

Apronto então meus
versos
pois tenho de te buscar
lá longe
onde teu encantamento
me cobre.

E você vem feliz...
com teu amor
e certa de que nada
é divisível
nem por dois, nem
por três,
mas só por zero,
onde apenas
o mesmo inteiro
possa resultar.

Você ri de mim...
mas eu deixo...
Você zomba de mim...
mas eu deixo....
Você se enfia em mim...
e eu deixo.

Sou teu amor...e você
sabe disso...
Você é meu amor...
e você sabe disso.

Então vem....abrace-me
forte !
Não vè que eu sou teu ?

Cássio Seagull