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segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Retrato de um viajante.



Uma simples mulher existe que pela imensidão de seu amor tem um pouco de DEUS; e pela constância de sua dedicação tem muito de anjo; que sendo moça, pensa como uma uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude: quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida, e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que amam e, rica, empobrece-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios
Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiseram que ensope de lágrimas este papel; por que eu a vi passar no meu caminho.
Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta mensagem, eles lhe cobrirão de beijos a fronte, e dirão que um pobre viajante em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o restrato de sua própria mãe.....

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